PSIQUIATRA PRESO POR CRIMES SEXUAIS EM MARÍLIA VIRA RÉU EM NOVO PROCESSO APÓS MAIS DENÚNCIAS DE PACIENTES
PSIQUIATRA PRESO POR CRIMES SEXUAIS EM MARÍLIA VIRA RÉU EM NOVO PROCESSO APÓS MAIS DENÚNCIAS DE PACIENTES
A Justiça de Marília (SP) aceitou uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu, pela segunda vez, o médico psiquiatra Rafael Pascon dos Santos, investigado por crimes sexuais cometidos contra pacientes durante atendimentos clínicos.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Marília, após investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O novo processo tem como base os relatos de duas pacientes, que afirmaram ter sido vítimas de toques indevidos, comentários e outras condutas de conotação sexual durante consultas psiquiátricas.
Segundo os autos, os depoimentos apresentam semelhanças com os fatos descritos no primeiro processo criminal que já tramita na Justiça e que resultou na prisão preventiva do médico. Rafael Pascon dos Santos está detido desde o dia 22 de outubro.
Primeiro processo segue em andamento
No primeiro processo, ainda em curso, foi realizada uma audiência no dia 21 de janeiro, de forma virtual. A sessão foi a primeira do caso, mas o conteúdo não foi divulgado pelo Judiciário.
No mesmo procedimento, o juiz responsável determinou que o plano de saúde com o qual o psiquiatra mantinha vínculo contratual apresentasse informações sobre a quantidade de profissionais disponíveis para atendimento no período compreendido entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. A medida busca esclarecer o contexto e a dinâmica dos atendimentos realizados durante o intervalo investigado.
Atuação em diferentes cidades
Rafael Pascon dos Santos atuava em uma clínica particular em Marília (SP) e também no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Garça (SP). As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido durante consultas médicas realizadas nas cidades de Marília, Garça e Lins, no interior paulista.
De acordo com as apurações, o número de denúncias contra o psiquiatra ultrapassa 30 registros, envolvendo acusações de importunação sexual e estupro. Os casos seguem sob análise do sistema de Justiça, e o médico permanece preso enquanto responde aos processos.
Fonte: g1
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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